É incrível como as pessoas não discutem política. Talvez porque não gostam ou porque não falar bem do candidato é um motivo para brigas.
Isso me lembra aquele dito popular:
"futebol, religião e política não se discute", eu posso até concordar com os primeiros, mas não quanto ao último, que acredito ser o que mais deve ser discutido.
Afinal o Brasil é governado por uma democracia representativa, e muita gente não sabe o que isso significa.
Bem, existem três formas de democracia:
direta, semi-direta e representativa.
A direta, que (acredito que) sequer existiu, seria algo impossível de instaurar atualmente, já que não existem meios para que uma nação delibere e vote sobre o que seria melhor para o país.
No caso da nossa república, existe um "mix" de democracia semi-direta e representativa. Sentimos a atuação da semi-direta quando o povo é convocado pelo congresso para votar num referendum, plebiscito ou quando a população toma a iniciativa (iniciativa popular).
Imaginem se tudo que fosse votado na Câmara dos Deputados e no Senado passasse por um plebiscito ou referendum? O trâmite sem isso já é demorado e seria multiplicado por 100000, razão pela qual existe a necessidade de se votar e escolher um representante, que represente a vontade do povo,
pois todo o poder emana do POVO.
Com as eleições, os representante são eleitos, e a eles é conferido um mandato. Eu sei que muita gente pensa que porque não votou em fulano, ele não a representa; o que é uma tremenda inverdade.
O mandatário (político) representa não uma parte do povo, mas sim todo ele, e embora o mandato seja conferido por certos eleitores, não tem nenhuma vinculação com as pessoas que votaram no candidato vencedor.
Antes existia um tal de "mandato imperativo", onde o mandatário assinava um contrato comprometendo-se a fazer o que seus comitentes queriam, sob pena de perder seu cargo. Essa prática foi abominada na Revolução Francesa.
Hoje o mandatário não precisa explicar pra ninguém os motivos por ele ter tomado qualquer decisão.
Isso é uma noção básica, que toda pessoa deveria ter, mas como nossos votos são frutos de barganhas por dentaduras, tijolos, cestas básicas ou até mesmo chinelos, (todo mundo já ouviu falar que voto não tem preço, então não é preciso ser nenhum Sherlock Holmes para deduzir que ele vale muito mais do que essas ninharias); eu queria que todos continuassem a vender seus votos, aproveitassem enquanto ainda têm chances, porque se um tipinho que compra votos for eleito, ele será o último que vai se preocupar com você. Pode vender, mas não precisa votar no cara, afinal o voto é secreto.
Um (filho da puta) político que compra votos, não merece nem o voto da mãe.
Tá, muitos dos meus leitores (uahuaha) podem comentar "nossa como você é esperto, descobriu isso sozinho?"; taí, o sucessor do Paulo Bonavides, mas acreditem que tem muita gente que não sabe sobre isso, até mesmo vereadores -analfabetos-, acreditem.
UAHUAHAU comecei falando de discussões, e achei que ia falar sobre elas, mas acabei falando de consciência política, mais precisamente de mandato, mas devo os créditos desse conhecimento ao livro: "Elementos da Teoria Geral do Estado" do renomado jurista Dalmo de Abreu Dallari, pra quem quer entender um pouco mais sobre política, formas de governo, nação, estado e etc. É uma ótima aposta.