15.3.08

"Revenge is a dish best served cold"




Kill Bill Volume 1.

Nessa película Quentin Tarantino misturou vários gêneros de filmes, como já havia declarado sua paixão por filmes japoneses, chineses e westerns, Kill Bill é uma mistura de tudo isso e algo mais. Eu estava pensando como seria difícil escrever algo aqui sobre o filme, e foi. Passei algumas horas assistindo novamente, parando e copiando as falas. Os diálogos que vou postar fazem parte apenas da primeira metade do filme, porque praticamente todas as falas mereciam estar aqui, mas enfim depois eu faço outro post com o restante dos diálogos do primeiro volume.
A propósito o roteiro e a protagonista foram um presente de aniversário de 30 anos para Uma Thurman.



Bill:
Você me acha sádico? Sabe aposto que eu poderia fritar um ovo em sua cabeça agora se eu quisesse... sabe garota... quero acreditar que você é capaz, mesmo agora de perceber que não há nem um sadismo em meus atos. Ora talvez com esses outros palhaços mas com você, não. Garota neste momento estou sendo totalmente masoquista.
Beatrix Kiddo: Bill... é o seu bebê.
(Bill acerta a noiva com um tiro na cabeça)

*

(Nikki chega da escola e vê a sala de tv destruida)
Nikki:
Mãe cheguei!
Vernita Green: Oi filha, como foi na escola?
Nikki: Mãe o que aconteceu com você e a sala de tv?
VernitaGreen: O inútil do seu cachorro entrou na sala e fez tudo isso. Foi isso amor.
Nikki: O barney fez isso?
Vernita Green: Não entre aqui filha tem vidro quebrado pra todo lado você pode se cortar. Essa é uma amiga que a mamãe não vê há muito tempo.
Beatrix Kiddo: Oi querida, eu sou "piiiiii". Qual é seu nome?
Vernita Green: Ela se chama Nikki.
Beatrix Kiddo: Um nome lindo para uma bela menina. Quantos anos você tem?
Vernita Green: Nikki a "piiii" lhe fez uma pergunta!
Nikki: Eu tenho quatro.
Beatrix Kiddo:
Quatro anos ein? Sabe eu também tive uma filhinha, ela teria quatro anos hoje.
Vernita Green: Agora filha, eu e minha amiga temos que conversar coisas de adultos. Vá pro seu quarto e nos deixe sozinhas até eu chamar. Está bem?
(Nikki parece meio chapada e não presta muita atenção no que a mãe diz, Vernita estrala os dedos)
Vernita Green: Nikkia! Já pro seu quarto. Você aceita um café?
Beatrix Kiddo: Claro.
Vernita Green:
Ainda toma com creme e açucar?
Beatrix Kiddo: Sim.
Vernita Green: Suponho que seja tarde para me desculpar.
Beatrix Kiddo:
Acertou.
Vernita Green: Olha sua cadela, quero saber se vai recomeçar essa merda com a minha filha aqui.
Beatrix Kiddo: Relaxe por equanto. Não vou te matar na frente da tua filha falou?
Vernita Green: Você é mais racional do que o Bill dizia.
Beatrix Kiddo: O que me falta é compaixão e clemência... não racionalidade.
Vernita Green: Olha eu sei que te fodi. Te fodi legal. Juro que não queria ter feito isso, mas fiz. Tem todo o direito de se vigar.
Beatrix Kiddo: Não, não, não... para me vingar... legal eu teria que te matar... subir e matar a Nikki e esperar seu marido voltar, o bom Dr. Bell e matá-lo isso seria me vingar Vernita. Aí estariamos quites.
Vernita Green: Olha se eu pudesse voltar no tempo eu voltaria. Mas não posso. Só digo que sou outra pessoa.
Beatrix Kiddo: Ótimo, não estou nem aí.
Vernita Green: Seja como for, sei que não mereço seu perdão e misericórdia. Mas eu lhe imploro por ambos em nome de minha filha.
Beatrix Kiddo: Pode ir parando aí cadela. Só porque não quero te matar na frente da tua filha não significa que apelar pela garota vai despertar minha simpatia. Temos contas a acertar e nada que você fez nesses quatro anos incluindo engravidar vai mudar isso.
Vernita Green: E quando vamos resolver isso?
Beatrix Kiddo: Tudo depende. Quando você quer morrer? Amanhã? Depois de amanhã?
Vernita Green: Que tal hoje sua puta?

*

(Beatrix limpando a faca que usou para matar Vernita. Nikki aparece)

Beatrix Kiddo: Eu não pretendia fazer isso na sua frente , eu sinto muito... mas te dou minha palavra: tua mãe pediu por isso, quando você crescer e se ainda guardar rancor eu estarei esperando.

*

Earl McGraw: Bom, filho número 1 conte-me todos os detalhes.
Edgar McGraw: Foi um baita de uma massacre pai. Executaram todos os presentes no casamento.
Earl McGraw: Quero números.
Edgar McGraw: Nove corpos, e falo de toda a comitiva. A noiva, o noivo, o reverendo, a mulher do reverendo. Mataram até o negro que toca orgão.
Earl McGraw: Alguém contra a união não quis se "calar para sempre".

*

(Sheriff Earl McGraw ao entrar na capela)

Earl McGraw: Minha santa Maria!
Edgar McGraw: O que eu disse pai, igual a porra de um extermínio nicaragüense.
Earl McGraw: Deixe de blasfêmia filho, está numa igreja.
Edgar McGraw: Desculpa pai.
Earl McGraw: É coisa de profissional. Eu diria um grupo de extermínio da máfia mexicana quatro talvez cinco pessoas.
Edgar McGraw: Como sabe?
Earl McGraw: Uma mão experiente fez isso. Não é coisa de amador, é serviço de alguém calejado. Vê-se pela limpeza da carnificina mesmo no furor do assassino as cores não sairam do contorno. Para um idiota é até admirárvel. Quem é a noiva?
Edgar McGraw: Não sei. O nome nos papéis de casamento é Arlene Machiavelli. É falso. Nós a chamamos de "A noiva" pelo vestido.
Earl McGraw: Vê-se que está grávida. Só um cão raivoso para atirar numa moça bela assim na cabeça. Olhe pra ela cabelos dourados, olhos grandes. É um anjinho ensagüentado.
("A noiva" cospe no sheriff)
Earl McGraw: Filho número um, a desgraçada não está morta.

*

Elle Driver: Posso nunca ter gostado de você. Na verdade, eu a odeio. Mas isso não significa que eu não a respeito. Morrer dormindo, é um luxo raramente dado a gente como nós, um presente meu pra você.
(o celular de Elle toca)
Elle Driver: Porra que saco! Oi Bill.
Bill: Qual é o estado dela?
Elle Driver: Está em coma.
Bill: Onde ela está?
Elle Driver: Estou em pé ao lado dela.
Bill: Grande garota! Elle eu quero que você aborte a missão.
Elle Driver:
O QUÊ?!
Bill: Nós lhe devemos mais que isso.
Elle Driver:
NÃO LHE DEVEMOS NADA!
Bill: Fale baixo.
Elle Driver:
Não lhe devemos nada.
Bill: Posso dizer uma coisa?
Elle Driver:
Diga.
Bill: Vocês acabaram com essa mulher mas não a mataram. Eu lhe meti uma bala na cabeça mas seu coração não parou. Você presenciou tudo com seus lindos olhos azuis... não foi? Fizemos mtas coisas a está mulher. E se um dia ela voltar a si, faremos muito mais. Mas o que não faremos é entrar na surdina no quarto dela à noite feito um rato e matá-la desacordada. E o motivo pelo qual não faremos isso é porque isso nos rebaixaria. Não concorda Srta. Driver?
Elle Driver:
Acho que sim.
Bill: Você acha mesmo?
Elle Driver:
Não, não preciso achar eu sei.
Bill: Venha pra casa amor.
Elle Driver:
Positivo.
Bill:
Eu te amo muito.
Elle Driver:
Eu também te amo. Até logo.
(Elle volta para a cama)
Elle Driver: Você deve estar achando tudo isso muito hilário, né? Só um conselho babaca: nunca saia do coma.

*

(Após "A noiva" ter saido do coma)

Buck: É $75 a trepada, xará. Vai encarar ou não?
Caminhoneiro: Claro cara.
Buck: $20, $40, $60, $75. As regras são as seguintes 1: não bata nela. Se ela amanhecer com um olho roxo ou sem dente já era, nada de socos na boca. Esta aí costuma cuspir é um reflexo motor, mesmo assim não bata nela. Sacou a regra número 1?
Caminhoneiro: Iééé.
Buck: Ótimo. Número 2: não deixe marcas de chupões nem marca nem uma. Fora isso, vale tudo. As trompas dela já eram goze dentro se quiser. Sem barrulho nem confusão volto em 20 minutos.
(Buck sai do quarto e volta)
Buck: Me esqueci... A xoxota dessa aí costuma a ficar mais seca que areia. Lubrifique com isso *vasalube* bon appétit xará.
Caminhoneiro: Cacete. Você é a gata mais gostosa que eu como hoje.

*

(Quando Buck volta e vê o corpo do caminhoneiro no chão)

Buck: Garanhão tempo esgotado. Vou entrar pronto ou não, você se divertiu?
(Beatrix batendo a porta na cabeça de Buck)
Beatrix: Cadê o Bill?! Onde está o Bill?
Buck: Para com isso.
Beatrix: Cadê o Bill?!?!?!?!
Buck: Eu não sei de nem um Bill.
Beatrix: Mentira!!!



1 comentários:

Anônimo disse...

CARA GOSTEI MUIIIIITO DO SEU BLOG...